Texto das diretrizes básicas da greve de estudantes da Engenharia Florestal
O Comando de Greve dos estudantes de Engenharia Florestal vem por meio deste, informar que em Assembleia realizada no dia 25 de maio de 2012 foi deflagrada a greve dos estudantes do curso. Diante disso foi formado um Comando de Greve composto por alunos de vários periodos do curso, com a função de organizar atividades durante este período.
Dado o cenário nacional de greve dentro das universidades federais e principalmente da situação de “meia greve” dos professores do curso, na qual os alunos estão sendo prejudicados, viu-se a necessidade de um posicionamento dos estudantes da Engenharia Florestal da UFPR. A adesão não-uniforme do corpo docente do curso faz com que as matérias fiquem descompassadas, que os alunos tenham que vir à faculdade sem saber se haverá aula, tendo que assistir poucas aulas (especialmente calouros), entre outros. A greve visa, então, suspender as aulas com objetivo de evitar perdas no rendimento acadêmico dos discentes. Porém, a comissão de ética da greve entende que os alunos formandos e as saídas de campo podem continuar o calendário normalmente, desde que haja um concenso entre alunos e professores.
O movimento de greve tem também como objetivo lutar por demandas do curso de Engenharia Florestal e da Universidade, aproveitando o momento de mobilização geral por melhoras na instituição. As demandas foram levantadas em Assembléia Geral com os estudantes, em reunião do Comando de Mobilização do curso e em reunião do Comando de Greve do curso, somadas às demandas não cumpridas da Reflexão Florestal (maio de 2010) e são as seguintes:
- Mais aulas práticas, mais uso das estações experimentais. Pelo menos uma aula prática nas fazendas florestais da Universidade, nas disciplinas de: Introdução à Engenharia Florestal, Sementes, Viveiros, Dendrometria, Dendrologia, Ecologia, Manejo, Métodos Silviculturais, Gestão do Abastecimento Florestal, Inventário e outras.
- Semana interdisciplinar na Fazenda Rio Negro, na qual todos os professores de determinado ano se reunam para realizar um curso de uma ou duas semanas, envolvendo conhecimentos de todas as disciplinas práticas do ano. Além disso, melhora na estrutura da fazenda.
- Interfazendas para Rio Negro. Ônibus saindo do CIFLOMA pelo menos duas vezes por mês direto para fazenda de Rio Negro, para que os alunos possam desenvolver projetos na mesma.
- Mais projetos de extensão, junto a pequenos produtores.
- Mais material de higiene para banheiros, principalmente papel higiênico.
- Pedido de técnico para manutenção do site do curso.
- Wi-fi no prédio todo, como acontece em outros prédios da UFPR.
- Estacionamento específico para motos no CIFLOMA, que atualmente atrapalham a entrada no prédio, por não ter local próprio.
- Criação de espaço definitivo para CAEF e CAEIM.
- Questão da falta de salas de aula e professores temporários/contratados nos primeiros períodos, o que precariza o curso e o profissional formado.
- Entrega do RU Botânico.
- Apoio à greve dos professores.
Por isso, nos unimos em greve e lutaremos por estas demandas. O desrespeito à educação brasileira não pode continuar!
Outras demandas serão levantadas no debate do dia 30 de maio de 2012, que será aberto a todos os estudantes e professores do curso. PARTICIPE DA GREVE! DÊ SUA OPINIÃO!
Atenciosamente,
Comando de Greve da Engenharia Florestal.